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Para leitores e escritores de RPG e também de literatura em geral.

Durante à noite, quando estamos sonolentos, à beira da consciência, em sua margem: somos transportados para um mundo onírico - cheio de fantasia e perigo; tanto selvagem quanto profano. Sonhamos, imaginamos!

Venha, imagine também, participe e analise contos, fundamentados em RPG, mas fortalecido e criado por tecnicas literárias; "a se ela deslisasse por meus comentários sobre literatura, veria que há mais que jogo no roleplayingame"

10 de junho de 2010


Lua Vingadora
Malditos sejam todos os homens! Malditos sejam! E seu fétido Patriarca!
Quando se perdem conhecidos para as chamas da Igreja, tememos, rezamos e rogamos para que o senhor, esse maldito senhor, nos perdoe pelo pecado que nunca cometemos! Mas quando é sua mãe que é arrancada de casa, por soldados vestidos com armaduras metálicas, brandindo espadas e sorrindo quando sabem que vão se divertir antes do dia seguinte, quando provavelmente a queimariam em praça publica, o sangue ferve... Ferve como nunca ferveu. Se o diabo existe, seu calor infernal tomou conta de mim. Não restaram nada mais que braços, pernas e torsos abertos na porta da minha casa, agora parecendo uma pilha de piras par fogueira. Minha mãe não se chocou, a miserável sabia que havia algo a mais em mim, ela também tinha o sangue que corre nas veias das lobas filhas de Ártemis, só não era uma guerreira como eu, era o que chamamos de Parente.
No meu ritual de passagem pegamos alguns desses bastardos que brincam com menininhas de trezes anos como bem entendem. Pegamos eles e o líder do “culto”, um porco gordo e abade que era tão podre que podíamos sentir a mácula nele há um quilometro da sua igrejinha maldita. Dependuramos eles: arrancamos seus falos pra começar a brincadeira, eu estava sozinha na captura, como se precisasse de mais alguém, só conseguir deixar dois vivos, infelizmente não me contive quando vi as pobres almas que sofreram abusos nas mãos daqueles filhos da puta. Nós ríamos enquanto os rostos deles se enchiam de um pavor primitivo, mesclado a suor, lágrimas e apelos a nossa misericórdia. Não calculamos direito o peso do gordo, e a viga em que ele e o outro estuprador estavam cedeu; o porco caiu com o rabo pra cima, sua salvação foi que a viga estourou-lhe a cara quando caiu por cima dele; o outro não teve a mesma sorte, caiu com parte dos peitos na fogueira e gritou como uma gazela, saltando e tentando apagar o fogo na neve que banhava o chão do local. Não demos essa chance à ele – ele não teve a mesma sorte que o porco, ele pagou caro. Sentir uma estaca em brasa entrando por entre seu rabo até sair no lugar onde deveria estar seu falo deve ser realmente insuportável. Tanto que o sortudo também morreu com um ataque de loucura, balbuciando alguns segundos depois da estaca cauterizar sua bunda branca. A partir daí, fui conhecida como Lua Vingadora, Ahroun(guerreira), Fúria Negra da matilha Filhas da Caçadora, Abençoadas pelo Sábio Pégasus.

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