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Para leitores e escritores de RPG e também de literatura em geral.

Durante à noite, quando estamos sonolentos, à beira da consciência, em sua margem: somos transportados para um mundo onírico - cheio de fantasia e perigo; tanto selvagem quanto profano. Sonhamos, imaginamos!

Venha, imagine também, participe e analise contos, fundamentados em RPG, mas fortalecido e criado por tecnicas literárias; "a se ela deslisasse por meus comentários sobre literatura, veria que há mais que jogo no roleplayingame"

13 de junho de 2010

Sangue Novo em Istambul - Sessão I


“A mercadoria chega aos túneis secretos de Istambul. Os carniçais do Nosferatu conhecido como Ocre, mais parecidos com guerrilheiros da Al-Qaeda, abrem as caixa de “cevada” contrabandeadas: quatro Membros se erguem – um Setita(Leo), um Nosferatu(Lucas) e dois Gangreis(Eric e Londuic). À espera dos “visitantes” está o quinto Membro, um Lasombra(Nielson); todos apenas com uma coisa em comum, são assassinos.
O encarregado, Ocre, os apresenta ao contratante da camarilla – George, um Brujah idealista que visa recriar um novo reino.(seria uma nostalgia, Cartago?.)
O contratante os despacha para o encontro com Marmudás – o infiltrado. Um Ventrue.
No entanto, seres tão convictos e poderosos, unidos num mesmo veículo, acabam por gerar um primeiro desentendimento: Ocre e seu humor negro enraivecem Rustu(Eric). Entaõ ele mostra suas Garras da Besta - suas próprias unhas se tornam negras e curvas como as de uma ave de rapina - e ele ameaça o nosferatu impertinente, no entanto, outro Membro se manifesta, pela concentração de Potencia de Malik(Nielson), Eric vê seu próprio braço pressionado com tamanha força, que seria mais sensato parar, antes que um dois dois não saísse daquele veículo com vida - ou com não-vida.Um clima de ameaça paira no ar...
O Ventrue Marmudás surge num estacionamento, com o dossiê do primeiro alvo e de seus carniçais, Alí Kami, feiticeiro do clã Assamita. O sangue-azul - Ventrue - tem uma estatura baixa, téz ruborizada pelo uso de vitae - sangue - mas que ainda guarda vestígios de sua descendência saudita. Em sua mão, um anel, o Olho de Rá, banhado em ouro, um detalhe interessante para alguém incrédulo. Então, o objetivo se torna prioritário: dossiê na mão, missão a cumprir...
Um problema surge, um possível contato diz ter informações mais importantes no momento sobre o alvo; entretanto, o aliado é suspeito – uma múmia - um indivíduo que morreu e renasceu literalmente com o objetivo de servir como soldado numa guerra contra as forças malignas, um soldado de Osíris contra as forças da corrupção e seu deus negro Apophis.
A maior parte do grupo decide ir ao encontro do contato, mesmo sabendo dos riscos.
O museu de Santa Sofia terá um encontro em seus jardins verdejantes, as três da manhã, um encontro que pode ser benéfico para os dois lados: camarilla e múmias, mas pode também, ser o marco de uma guerra em território assamita...
Só resta uma escolha para os vampiros, pagar pra ver...”

10 de junho de 2010


Lua Vingadora
Malditos sejam todos os homens! Malditos sejam! E seu fétido Patriarca!
Quando se perdem conhecidos para as chamas da Igreja, tememos, rezamos e rogamos para que o senhor, esse maldito senhor, nos perdoe pelo pecado que nunca cometemos! Mas quando é sua mãe que é arrancada de casa, por soldados vestidos com armaduras metálicas, brandindo espadas e sorrindo quando sabem que vão se divertir antes do dia seguinte, quando provavelmente a queimariam em praça publica, o sangue ferve... Ferve como nunca ferveu. Se o diabo existe, seu calor infernal tomou conta de mim. Não restaram nada mais que braços, pernas e torsos abertos na porta da minha casa, agora parecendo uma pilha de piras par fogueira. Minha mãe não se chocou, a miserável sabia que havia algo a mais em mim, ela também tinha o sangue que corre nas veias das lobas filhas de Ártemis, só não era uma guerreira como eu, era o que chamamos de Parente.
No meu ritual de passagem pegamos alguns desses bastardos que brincam com menininhas de trezes anos como bem entendem. Pegamos eles e o líder do “culto”, um porco gordo e abade que era tão podre que podíamos sentir a mácula nele há um quilometro da sua igrejinha maldita. Dependuramos eles: arrancamos seus falos pra começar a brincadeira, eu estava sozinha na captura, como se precisasse de mais alguém, só conseguir deixar dois vivos, infelizmente não me contive quando vi as pobres almas que sofreram abusos nas mãos daqueles filhos da puta. Nós ríamos enquanto os rostos deles se enchiam de um pavor primitivo, mesclado a suor, lágrimas e apelos a nossa misericórdia. Não calculamos direito o peso do gordo, e a viga em que ele e o outro estuprador estavam cedeu; o porco caiu com o rabo pra cima, sua salvação foi que a viga estourou-lhe a cara quando caiu por cima dele; o outro não teve a mesma sorte, caiu com parte dos peitos na fogueira e gritou como uma gazela, saltando e tentando apagar o fogo na neve que banhava o chão do local. Não demos essa chance à ele – ele não teve a mesma sorte que o porco, ele pagou caro. Sentir uma estaca em brasa entrando por entre seu rabo até sair no lugar onde deveria estar seu falo deve ser realmente insuportável. Tanto que o sortudo também morreu com um ataque de loucura, balbuciando alguns segundos depois da estaca cauterizar sua bunda branca. A partir daí, fui conhecida como Lua Vingadora, Ahroun(guerreira), Fúria Negra da matilha Filhas da Caçadora, Abençoadas pelo Sábio Pégasus.


Antagonista – o arauto de deus.
As ruas sujas e fétidas da Ibéria foram meu lar durante quarenta anos. Meus pais precisavam de mim, mas eu nunca fui um homem bom. As cidades me atraiam mais que os campos e durante minha meia idade, tornei-me um criminoso de ruas, vivendo sob triunfos e na porta de tavernas.
Quando soube da morte de minha mãe, e de seu terceiro filho no parto, arrependi-me, mas era tarde demais; aquela já não era mais minha vida. Fiquei sabendo que pouco tempo depois, meu pai também falecera, vitima de uma praga que assolou o leste de todo o reino.
Eu estava só, mas sempre estive! Então me afoguei mais ainda, cada dia que passava eu pedia mais a Deus, que ele me dirigisse logo ao purgatório, ou ao inferno, para que eu fosse punido por não abençoar minha família, que nunca me cobrara nada mais que eu não pudesse cumprir; queria ser punido por meus pecados, pois eu não era digno, meus pedidos foram atendidos...A sífilis me tomou em seus braços e eu comecei a perder o juízo, percebi que as forças das trevas realmente caminham lado a lado com as pragas e eu deveria ser excomungado, punido, morto, qualquer coisa que aguarda um servo do demônio.
Durante um dia, no entanto, acordei em um local confortável pelo menos mais confortável que eu já havia dormindo durante todo aquele tempo nas ruas. Isso aconteceu em algum momento entre o gozo carnal, numa taverna de Castella – não sei se morri antes ou depois disso, só lembro da vadia profana sem roupas e fedendo a peixe em cima do meu falo. Eu percebi que não mais sentia nenhuma irritação, nem física nem mental – as dores de cabeça lancinantes, as malditas chagas entre minhas pernas; o liquido amarelo no meu falo; nada, não sentia mais nada, não tinha mais nada. O demônio fora embora – foi obra de Deus. Eu me sentia estranhamente puro. Percebi que estava num recinto humilde, provavelmente de um monastério, então conheci o santo que havia me curado, me concedido a graça divina; o milagre. Ele era um homem de estatura baixa, quase corcunda, barba branca e semblante sereno, que me olhava com os olhos amarelados e distantes, como se visse por trás de mim, minha alma, meus desejos, medos. Ele então se apresentou e disse que Deus acreditava em mim e todos têm sua chance; O Bem maior era o que aguardava depois da morte, não o inferno – o inferno era pros verdadeiros demônios, não para um pecador que sofre. Então percebi, aqueles olhos eram santos, me aguardavam, me guiariam e eu retornaria para a luz do Senhor, para o Bem que aguarda a todos: o Paraíso. Eu tive esperança.
Às vezes me perguntam se não tenho vergonha e remorso pelo meu passado; perguntam se não me arrependo. Eu digo apenas que, sou um servo errante de Deus, mas para se chegar a luz, é preciso primeiro atravessar o vale da sombra da morte.
Hoje, levo a fé a todos, através da devoção total e incondicional a Santa Inquisição, sou a palavra de Deus e a lamina sagrada de Deus... Sou seu arauto, seu anjo vingador.

Motivação.
Quando a Santa Inquisição foi criada, o “arauto” se afiliou a ordem, acreditando que sua vida não mais lhe pertencia, ele era agora, um soldado de Deus – do Bem Maior. Sua família espera por ele no Paraíso e ele ainda sofre quando lembra que os abandonou e os deixou a própria sorte. Esse com certeza é seu maior pecado. Somente quando vier a morte que ele se libertará e será perdoado. Deus já o perdoou, mas sua família ainda não, ele precisa provar seu valor. “Então ele provará através do cumprimento das ordens da Igreja”, ou pelo menos é o que ele acredita.