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Para leitores e escritores de RPG e também de literatura em geral.

Durante à noite, quando estamos sonolentos, à beira da consciência, em sua margem: somos transportados para um mundo onírico - cheio de fantasia e perigo; tanto selvagem quanto profano. Sonhamos, imaginamos!

Venha, imagine também, participe e analise contos, fundamentados em RPG, mas fortalecido e criado por tecnicas literárias; "a se ela deslisasse por meus comentários sobre literatura, veria que há mais que jogo no roleplayingame"

22 de maio de 2016

Rio Negro


Cena I

O cheiro de sangue segue-se aos gritos. O Gangrel não pode evitar seu próprio instinto de sobrevivência e se aproxima. Por entre as árvores, às margens do Rio Negro, o Gangrel pode vê alguém a gritar e correr por entre a areia, adentrando na mata sombria.
Ele corre, mas furtivamente. Ao se aproximar percebe zumbidos guturais. De repente, vindo doutro lado, duas criaturas se atiram sobre ele. Enquanto luta para sobreviver, ele escuta um uivo...

Enredo
Ou ele tenta fugir, ou poderá ser alvo dos Lupinos. Se fugir, então esta cena, com Garous fica pra outro momento. O importante é que os corpos não sejam levados como prova pra investigação.

Cena II

Em um local ligado a lutas de MMA, tráfico de drogas e prostituição de luxo, ocorre uma batida da polícia federal, numa operação chamada Espartacus, cujo divulgação inicial não ocorreu ainda. A batida liga a atuação da Polícia Militar, a Civil e a Federal. Esta parte é para Natasha. Então ela deve estar na cena. Na prática, esta fonte de renda dela se torna esgotará caso ela não consiga se reorganizar.

Cena III

Reunião de Monstros

Em uma nascente que fica em uma zona urbana da cidade, os Ratos de Esgoto se reúnem. Três deles ativos, dentre os quais o mais antigo é Yellow. Esta cena é para algum/a PJ que queira ser do clã Nosferatu. Informações: por monitoramento de um dos Ratos, sabe-se que a Polícia fará a operação. Ainda, sabe-se do desaparecimento de uma balsa, com dezenas de turistas no Rio Negro, que foi motivo para a Operação Policial. Acredita-se que sequestradores tenham capturada a balça, que afundou e teve seus destroços encontrados à quilometros ao sul de seu destino, no rio Amazonas.

Cena IV

Elísio

Encontro artísticos, promovido por Toreador e Ventrue. Reúne artistas plásticos locais, bem como apresenta atividades ligadas à arte de ruas e de matrizes africanas e orientais, devido a tentativa "cult" da cidade de dar visibilidade à religiões de matriz não cristã.

Numa sala reservada, com vistas para varanda, um arguto carniçal com trajes boemios, tais como roupas de tecido leve, calças folgadas, e um chapéu branco a lá sambistas disfarçam a monitoração apurada do rapaz de pele negra à reparar em possíveis invasores à reunião de monstros.

Na sala divisa com a varanda emoldurada por cortinas avermelhadas, dois Ventrue, uma Toreador, um Tremere e um cientista Malkaviano ignoram os acontecimentos ao norte e celebram a paz, discutem as descobertas do sr Malkaviano, Gavin Chapa Hall, e se divertem com a prosperidade política e econômica da cidade, ligada principalmente ao setor de serviços, como cultura e turismo. No fim da noite, alguns convidados não populares na cidade, são levados a uma sala onde são dopados, estuprados e tornam-se Rebanho da nata cultural burguesa da cidade.

No Elísio os PJs podem se encontrar. Caso levem seus problemas à mesa, então ocorrerá uma breve reunião em que delegações de tarefas ocorrerão. Nosferatus não serão bem vindos na reunião sem se disfarçar. Nenhum gangrel participará, exceto PJs.

Cena V

Transgressores da Realidade

Uma cena final pode envolver um encontro com Homens de Preto, haja vista que o desaparecimento pode ter sido como causado por uma fuga de "monstros" de laboratórios - falha de segurança - e, portanto, os tecnocratas estão em estado de total alerta monitorando fronteiras após este fato. Neste sentido, se os Pjs se encontrarem em situação favorável geograficamente, a sessão pode ser finalizada com um ataque dos Homens de Preto aos Transgressores da Realidade - PJs.

Esta cena será a final, a priori. Ou seja: o curso do jogo pode alterar o roteiro inicial.

14 de julho de 2013

A Ultima Rosa

O filho marcado que desaparece 
O banho de sangue lamentado 
E o espírito amaldiçoado. 

Eles caminharão lado-a-lado 
Espalharão a pestilência. 
Para traz apenas sementes corrompidas. 

Antes que a lua brilhe rubra 
O vidente eles trairão.

19 de maio de 2013

Um Irmão Amaldiçoado

A história será contada(jogada) no século xix, no Japão, ano 10 da era Meiji (momento em que os EUA estão negociando com o Japão (ver O Ultimo Samurai como exemplo histórico). O jogo é Mago:Cruzada dos Feiticeiros. Nesse jogo, cada jogador faz um mortal que em algum momento traumático da vida, se “transforma” em um Mago capaz de fazer mágicas, esse momento é chamado de Despertar. Na sociedade dos magos, existem ‘tradições”, que são como clãs ou tribos. O personagem a seguir, é da tradição Irmandade de Akasha. O amaldiçoado... Genshiro nasceu de um estupro. Seu futuro padrasto, um samurai do clã Himura, havia partido para uma assembleia com o imperador. Poucos samurais ficaram na vila para defesa, caso algum ataque fosse realizado por estrangeiros ou, o que é mais difícil, outros clãs. Mas, infelizmente, um grupo de estrangeiros fez o indesejável, mas de certa forma, esperado: atacaram a vila. Foi deste ataque covarde, típico de ocidentais, que ocorreu o estupro e todo malefício decorrente de saques. Algum tempo depois do ocorrido, a mãe de Genshiro, grávida, desejava tirar a própria vida, mas, seu marido, decidiu que ela não o faria, e ordenou que a criança fosse levada, após o nascimento, para seu destino: o exílio. No entanto, após seu nascimento, sua mãe não sobreviveu ao parto. Com ódio, seu pai decidiu tirar a vida da criança. Ordenou que uma camponesa da vila, levasse a criança e a ela desse fim. Novamente, o premeditado não ocorreu. A camponesa entregou a criança para um ancião, também camponês, que decidiu criá-lo, ao saber de sua triste história. Uma infância criado como filho, mas sem mentiras. O passado não foi velado. Batizado de Genshiro, filho da violência, decidiu regressar a seu vilarejo, vinte anos depois do estupro que lhe gerou a vida. Mas seu pai, ou melhor dizendo, potencial padrasto, castigado pelo tempo e pela culpa, havia cegado seus próprios olhos e tornado-se um eremita. Genshiro não o encontrou, mas foi recebido com pesar pelos samurais veteranos. Sentindo-se culpado pelo exílio daquele que era o maior samurai de outrora, Genshiro também deixou para traz o que lhe prendia a sociedade: o vilarejo de seu padrasto, a cabana do ancião e a filha do mesmo, que havia lhe ensinado a valorizar os laços de amizade – uma camponesa chamada Ina. Genshiro foi atrás de seu pai, nas montanhas geladas do norte. Boatos falavam que ele havia morrido de causas naturais; outros falavam que os espíritos o levaram para o mundo dos mortos, para que reencontra-se uma ultima vez sua esposa. Mas, sem provas, Genshiro continuou a vagar, até que um dia, algo aconteceu... *** Por entre as árvores castigadas por um inverno rigoroso, numa ingrimidade natural, branca como um tapete de sal, um corpo jazia no chão. Genshiro sentiu o palpitar do próprio coração, como se lutasse contra a hipotermia que lhe açoitava; enquanto trepidamente se aproximava do corpo, segurando uma tocha. O corpo estava pouco agasalhado (como se esperasse aquela tormenta de neve, tal qual o beijo frio da ceifadora¹ que a tudo leva). O homem era velho, seus cabelos deviam ter crescido durantes longos anos sem cuidado e sem que fossem podados; suas rugas eram acentuadas, aparentava aproximadamente sessenta anos. Ele não estava morto, apesar de seu aspecto cadavérico. Genshiro tomou-o nos braços e o chamou pelo nome, “Himura-Genzou” – era quem ele buscara, o seu padrasto. O quase-cadáver abriu os olhos acinzentados, que nada podiam ver. Em seguida, seu maxilar abriu-se de tal maneira, que Genzou não conseguir compreender se se tratava dele próprio, ou da própria ceifadora que lhe havia pregado uma peça, logrando seu fim; planejando levá-lo até o fim de suas forças e arrancando-lhe o vigor como um anzol que tira do âmago de um lago, o ultimo peixe a nadar contra a corrente. Naqueles breves e intensos instantes, Genshiro Despertou²... as vontades de Himura eram como as vontades de uma besta, tocada pelos maus espíritos, projetadas numa torrente de imagens sangrentas, transmutando ódio com reflexos do passado, quando Himura partira, deixando sua amada “escrava” em casa; quando seu filho bastardo nascera; e agora, transmutado tudo isso em fome, ele atacou seu filho bastardo. Um buraco se abriu entre a clavícula e o maxilar de Genshiro. Seu próprio pai “mudara”, como tornado um cão, ou felino selvagem que esmaga a presa abatendo-a com um só mordida. Neste momento, pressentindo o fim, pelas mãos de seu próprio pai, Genshiro, que, por hora dotado de uma leitura de cada sensação, cada desejo de seu agressor, percebeu um tear místico, de brilho rubro, serpenteando interconectadamente a tudo e concentrando-se onde brotavam os desejos atrozes de seu algoz – sua mente. Numa explosão de emoções e pura energia cintilante, aquele corpo a sua frente fraquejou, como numa implosão, mas sem o que lhe guia os movimentos – a cabeça foi fragmentada em energia criadora, esvaída, liberta da forma corpórea que prende o chi a cada parte do todo. *** Regressar como um Desperto³ não foi fácil, mas Genshiro, que guardara seu suposto parricídio como uma adaga a perfurar-lhe o calcanhar, julgava-se amaldiçoado por aquela existência – seu carma deveria ser a vingança, o ódio; devia ser ele, o expiar de pecados passados, de mal feito em outra vida. Por isso, decidiu vagar para acertar contas com que lhe prende ao passado, que causaram o rechaçamento social, que lhe levaram a um exílio que resultou numa tragédia. Sua motivação tornou-se ódio, somente quando reparar o mal – pela vingança – é que acredita que encontrará paz para retornar ao ciclo carmico. Sua vingança é contra o estrangeiro que lhe gerou... *** Genshiro foi levado a Cabala4 por um membro da Irmandade de Akasha, que lhe forneceu o doutrinamento necessário ao controle de sua turbulência. Mesmo que não consiga manter a calma o tempo todo, Genshiro se esforça para fazê-lo. Seu antigo mentor se chamava Yoshiro-Naba, ele foi responsável por dar um certo sentido a existência de Genshiro, mas, sem ser um Irmão “pacificador”, foi ele quem apresentou a versão “guerreira” ao segundo. Sem mais, Gabriel Brito analfabetismo Nota; 1: ceifadora, metáfora em RPG comum para a “morte”. 2: Despertar: tornou-se Mago. 3: Desperto: um ser sobrenatural.

13 de junho de 2010

Sangue Novo em Istambul - Sessão I


“A mercadoria chega aos túneis secretos de Istambul. Os carniçais do Nosferatu conhecido como Ocre, mais parecidos com guerrilheiros da Al-Qaeda, abrem as caixa de “cevada” contrabandeadas: quatro Membros se erguem – um Setita(Leo), um Nosferatu(Lucas) e dois Gangreis(Eric e Londuic). À espera dos “visitantes” está o quinto Membro, um Lasombra(Nielson); todos apenas com uma coisa em comum, são assassinos.
O encarregado, Ocre, os apresenta ao contratante da camarilla – George, um Brujah idealista que visa recriar um novo reino.(seria uma nostalgia, Cartago?.)
O contratante os despacha para o encontro com Marmudás – o infiltrado. Um Ventrue.
No entanto, seres tão convictos e poderosos, unidos num mesmo veículo, acabam por gerar um primeiro desentendimento: Ocre e seu humor negro enraivecem Rustu(Eric). Entaõ ele mostra suas Garras da Besta - suas próprias unhas se tornam negras e curvas como as de uma ave de rapina - e ele ameaça o nosferatu impertinente, no entanto, outro Membro se manifesta, pela concentração de Potencia de Malik(Nielson), Eric vê seu próprio braço pressionado com tamanha força, que seria mais sensato parar, antes que um dois dois não saísse daquele veículo com vida - ou com não-vida.Um clima de ameaça paira no ar...
O Ventrue Marmudás surge num estacionamento, com o dossiê do primeiro alvo e de seus carniçais, Alí Kami, feiticeiro do clã Assamita. O sangue-azul - Ventrue - tem uma estatura baixa, téz ruborizada pelo uso de vitae - sangue - mas que ainda guarda vestígios de sua descendência saudita. Em sua mão, um anel, o Olho de Rá, banhado em ouro, um detalhe interessante para alguém incrédulo. Então, o objetivo se torna prioritário: dossiê na mão, missão a cumprir...
Um problema surge, um possível contato diz ter informações mais importantes no momento sobre o alvo; entretanto, o aliado é suspeito – uma múmia - um indivíduo que morreu e renasceu literalmente com o objetivo de servir como soldado numa guerra contra as forças malignas, um soldado de Osíris contra as forças da corrupção e seu deus negro Apophis.
A maior parte do grupo decide ir ao encontro do contato, mesmo sabendo dos riscos.
O museu de Santa Sofia terá um encontro em seus jardins verdejantes, as três da manhã, um encontro que pode ser benéfico para os dois lados: camarilla e múmias, mas pode também, ser o marco de uma guerra em território assamita...
Só resta uma escolha para os vampiros, pagar pra ver...”

10 de junho de 2010


Lua Vingadora
Malditos sejam todos os homens! Malditos sejam! E seu fétido Patriarca!
Quando se perdem conhecidos para as chamas da Igreja, tememos, rezamos e rogamos para que o senhor, esse maldito senhor, nos perdoe pelo pecado que nunca cometemos! Mas quando é sua mãe que é arrancada de casa, por soldados vestidos com armaduras metálicas, brandindo espadas e sorrindo quando sabem que vão se divertir antes do dia seguinte, quando provavelmente a queimariam em praça publica, o sangue ferve... Ferve como nunca ferveu. Se o diabo existe, seu calor infernal tomou conta de mim. Não restaram nada mais que braços, pernas e torsos abertos na porta da minha casa, agora parecendo uma pilha de piras par fogueira. Minha mãe não se chocou, a miserável sabia que havia algo a mais em mim, ela também tinha o sangue que corre nas veias das lobas filhas de Ártemis, só não era uma guerreira como eu, era o que chamamos de Parente.
No meu ritual de passagem pegamos alguns desses bastardos que brincam com menininhas de trezes anos como bem entendem. Pegamos eles e o líder do “culto”, um porco gordo e abade que era tão podre que podíamos sentir a mácula nele há um quilometro da sua igrejinha maldita. Dependuramos eles: arrancamos seus falos pra começar a brincadeira, eu estava sozinha na captura, como se precisasse de mais alguém, só conseguir deixar dois vivos, infelizmente não me contive quando vi as pobres almas que sofreram abusos nas mãos daqueles filhos da puta. Nós ríamos enquanto os rostos deles se enchiam de um pavor primitivo, mesclado a suor, lágrimas e apelos a nossa misericórdia. Não calculamos direito o peso do gordo, e a viga em que ele e o outro estuprador estavam cedeu; o porco caiu com o rabo pra cima, sua salvação foi que a viga estourou-lhe a cara quando caiu por cima dele; o outro não teve a mesma sorte, caiu com parte dos peitos na fogueira e gritou como uma gazela, saltando e tentando apagar o fogo na neve que banhava o chão do local. Não demos essa chance à ele – ele não teve a mesma sorte que o porco, ele pagou caro. Sentir uma estaca em brasa entrando por entre seu rabo até sair no lugar onde deveria estar seu falo deve ser realmente insuportável. Tanto que o sortudo também morreu com um ataque de loucura, balbuciando alguns segundos depois da estaca cauterizar sua bunda branca. A partir daí, fui conhecida como Lua Vingadora, Ahroun(guerreira), Fúria Negra da matilha Filhas da Caçadora, Abençoadas pelo Sábio Pégasus.


Antagonista – o arauto de deus.
As ruas sujas e fétidas da Ibéria foram meu lar durante quarenta anos. Meus pais precisavam de mim, mas eu nunca fui um homem bom. As cidades me atraiam mais que os campos e durante minha meia idade, tornei-me um criminoso de ruas, vivendo sob triunfos e na porta de tavernas.
Quando soube da morte de minha mãe, e de seu terceiro filho no parto, arrependi-me, mas era tarde demais; aquela já não era mais minha vida. Fiquei sabendo que pouco tempo depois, meu pai também falecera, vitima de uma praga que assolou o leste de todo o reino.
Eu estava só, mas sempre estive! Então me afoguei mais ainda, cada dia que passava eu pedia mais a Deus, que ele me dirigisse logo ao purgatório, ou ao inferno, para que eu fosse punido por não abençoar minha família, que nunca me cobrara nada mais que eu não pudesse cumprir; queria ser punido por meus pecados, pois eu não era digno, meus pedidos foram atendidos...A sífilis me tomou em seus braços e eu comecei a perder o juízo, percebi que as forças das trevas realmente caminham lado a lado com as pragas e eu deveria ser excomungado, punido, morto, qualquer coisa que aguarda um servo do demônio.
Durante um dia, no entanto, acordei em um local confortável pelo menos mais confortável que eu já havia dormindo durante todo aquele tempo nas ruas. Isso aconteceu em algum momento entre o gozo carnal, numa taverna de Castella – não sei se morri antes ou depois disso, só lembro da vadia profana sem roupas e fedendo a peixe em cima do meu falo. Eu percebi que não mais sentia nenhuma irritação, nem física nem mental – as dores de cabeça lancinantes, as malditas chagas entre minhas pernas; o liquido amarelo no meu falo; nada, não sentia mais nada, não tinha mais nada. O demônio fora embora – foi obra de Deus. Eu me sentia estranhamente puro. Percebi que estava num recinto humilde, provavelmente de um monastério, então conheci o santo que havia me curado, me concedido a graça divina; o milagre. Ele era um homem de estatura baixa, quase corcunda, barba branca e semblante sereno, que me olhava com os olhos amarelados e distantes, como se visse por trás de mim, minha alma, meus desejos, medos. Ele então se apresentou e disse que Deus acreditava em mim e todos têm sua chance; O Bem maior era o que aguardava depois da morte, não o inferno – o inferno era pros verdadeiros demônios, não para um pecador que sofre. Então percebi, aqueles olhos eram santos, me aguardavam, me guiariam e eu retornaria para a luz do Senhor, para o Bem que aguarda a todos: o Paraíso. Eu tive esperança.
Às vezes me perguntam se não tenho vergonha e remorso pelo meu passado; perguntam se não me arrependo. Eu digo apenas que, sou um servo errante de Deus, mas para se chegar a luz, é preciso primeiro atravessar o vale da sombra da morte.
Hoje, levo a fé a todos, através da devoção total e incondicional a Santa Inquisição, sou a palavra de Deus e a lamina sagrada de Deus... Sou seu arauto, seu anjo vingador.

Motivação.
Quando a Santa Inquisição foi criada, o “arauto” se afiliou a ordem, acreditando que sua vida não mais lhe pertencia, ele era agora, um soldado de Deus – do Bem Maior. Sua família espera por ele no Paraíso e ele ainda sofre quando lembra que os abandonou e os deixou a própria sorte. Esse com certeza é seu maior pecado. Somente quando vier a morte que ele se libertará e será perdoado. Deus já o perdoou, mas sua família ainda não, ele precisa provar seu valor. “Então ele provará através do cumprimento das ordens da Igreja”, ou pelo menos é o que ele acredita.

17 de maio de 2010

Mago: A Ascensão - o degenerado.


Abaixo, seguem os relatos de um caído...(em breve, mais dados serão divulgados...).
“Se foi isso que escolheram, então, assim será: eu me recolho em meu leito escuro, deito, sonho; sou atendido. Meu senhor diz que minha raiva será meu prazer e torno-me uma máquina de prazer...Raiva? Não, ela se vai, transmutada em uma alegria pulsante, viril, para mim...Os gritos não são ouvidos, numa favela onde a população escuta musica ensurdecedora até a madrugada. Meu culto, um punhado de fiéis, agradece ao anjo convertido e os gritos continuam...
Minha atração sexual por outros do meu sexo era mal compreendida, tudo bem. Foda-se, agora não tenho mais que levar porrada na cara de um falso moralista aposentado, ou de uma vaca que me criou como um barão cria um escravo. Não preciso mais de recipientes para depositar minhas expectativas, meus amores; sou agora, movido a prazer, dor e sangue. Meus senhores agradecem...”